28 agosto 2014

Sobe, desce, jogue as mãos para o alto, aproveite, viva

 Eu queria escrever um texto sobre os momentos loucos que ultimamente andei vivendo, mas percebi que não iria fazer muito sentindo chamar de louco. Queria escrever um texto contando sobre o que andei aprendendo nesses momentos, mas percebi que não aprendi nada além do que eu já sabia. Queria poder dizer que tudo anda sendo ótimo. E isso eu posso. Posso com toda certeza falar e afirmar: tudo anda sendo ótimo. Nesses últimos dias tenho andado muito bem com tudo, feliz, normal. Normal.

 Sei que a definição de normal varia de pessoa pra pessoa, mas sinto que alcancei o ‘normal’ que eu quero, e que estou me adaptando a ele. Enquanto normal seria pros outros uma estabilidade, algo sem variações, arrisco dizer que o normal desejado -e alcançado- por mim é composto de altos e baixos. A normalidade que quero para minha vida é como um passeio infinito de montanha russa. Quero que vire hábito sentir os ápices, os declínios, e continuar indo sem parar numa variação de momentos. Quero aproveitar enquanto estiver em baixo, subindo, no alto, descendo, de ponta cabeça, e milhares de outras posições e direções que com o tempo quero ir descobrindo e aproveitando. Quero poder resistir e não me soltar quando sentir que estou quase despencando. Que nesses momentos eu saiba que a montanha russa não para, que ela continua, e que logo estarei firme subindo de novo. Ou melhor, que eu saiba ser firme durante todo o passeio.  Passeio que vai sempre enfrente, sem voltas, sem pausas. A montanha russa não tem itinerário, é você quem a guia, sendo possíveis todas as direções, menos voltar pra para trás. O que passou, passou, talvez os trilhos se coincidam no futuro.

 Que eu curta cada minuto pois a fila para o passeio é longa, mas ele é curto, e infelizmente não pode ser repetido. Que eu continue assim, andando bem na minha própria normalidade. Aproveitando e me surpreendendo com esse tal passeio de montanha russa mais conhecido como vida, que infelizmente uma hora acaba.

 Ai eu me perguntou, vou ficar com medo do passeio ou simplesmente jogar as mãos para o alto, sorrir e gritar: “Vamos fazer valer a pena e fazer desse passeio inesquecível?”.